Pneus F1

Um Carros Fórmula 1 moderno é uma verdadeira obra-prima. Mas, se considerando o desenvolvimento tecnológico, o esforço investido em aerodinâmica, na composição de componentes perfeitos e nos motores fica até fácil se esquecer que os Pneus da F1 são diretamente responsáveis por uma grande parte do desempenho variável apresentado por um desses carros em uma Corrida de Fórmula 1 nos dias de hoje.

Tradicionalmente, um Carro mediano com bons pneus pode fazer uma boa para não dizer até uma ótima corrida, mas com pneus ruins, mesmo o melhor carro não tem chance alguma. A passagem para um fornecedor único de pneus Fórmula 1 2007 alterou um pouco essa equação, mas, mesmo assim, até hoje nessa situação, a otimização do  equilíbrio carro-pneu continua sendo fundamental para um desempenho diferenciado de um carro de Fórmula Um e uma fina arte de suma importância.

Apesar de uma verdadeira troca de tecnologia existente entre as duas, os pneus f1 e os pneus de estrada, na melhor das hipóteses, são no máximo primos distantes. O pneu de um carro comum é feito com lonas radiais com cintos de metal pesado e projetado acima de tudo na maioria das vezes para ter durabilidade, tipicamente para uns 16000 quilômetros (cerca de 10000 milhas) ou mais. Os pneus f1 foram concebidos para durar no máximo 200 quilômetros, e como tudo sobre um Carro de Corrida desse tipo, foi feito para ser o mais leve e o mais resistente possível. Isso significa uma estrutura subjacente de nylon e poliéster em um complicado tecer padrão concebido para resistir a forças e temperaturas muito maiores do que os pneus de um carro comum é capaz de enfrentar.

Os pneus de corrida são construídos a partir de compostos de borracha muito suaves, que oferecem a melhor aderência possível contra a textura da pista de corridas, mas o seu desgaste nesse processo acontece muito rapidamente. Todos os pneus de corrida Fórmula I funcionam melhor em temperaturas relativamente elevadas, as “ranhuras” dos pneus da formula 1 são concebidos para atuar a uma temperatura entre 90 e 110 graus celsius. Para garantir que a pressão dos pneus f1 continuara constante é possível durante as trocas se colocarem uma mistura especial de baixa densidade que inflará o pneu no lugar do ar, mantendo a pressão deste de uma forma mais adequada e equilibrada apesar da elevada temperatura.  

Uma das piores situações possíveis para a performance de um piloto de corrida é o caso de “aquaplaning”, a condição que ocorre quando uma fina camada de água acumula-se entre o pneu e a pista, o que significa que o carro de certa forma está efetivamente flutuante. Isto faz com que sejam reduzidos substancialmente os níveis de aderência. Os padrões da parte dos pneus f1 modernos que entram em contato com o solo são matematicamente projetados para esfregar, retirar o montante máximo de água possível a partir da pista de ensaio para assegurar o melhor contato possível entre a borracha e a pista de corrida. Os Pneus F1 normalmente são preenchidos com uma composição especial, uma mistura de ar rica em nitrogênio, projetado para minimizar as variações na pressão dos pneus com a temperatura. A mistura também serve para manter a pressão do ar mais tempo do que seria o normal. Portanto, assim como os outros inúmeros componentes de uma Fórmula 1, o seus pneus são de grande importância no desempenho do carro de corrida.

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